segunda-feira, 18 de maio de 2015

Bolo de Chocolate Vegano




"Não comer ovos nem leite e seus derivados deve ser muito triste e aborrecido"

 "Eu não sou vegano porque não consigo deixar de comer bolos."



Muitas pessoas pensam que é impossível fazer bolos sem ovos, ou porque não sabe a nada ou porque a textura não é a mesma. 
Realmente quando vou a alguma pastelaria ou festa de aniversário reparo que todos os bolos e salgados têm na sua constituição ovos ou lacticínios. No entanto é possível continuar a pecar sem peso na consciência. 

Quero partilhar com vocês esta receita de bolo de chocolate delicioso, completamente vegano, ou seja, sem nada de origem animal, perfeito para aqueles dias em que precisamos de um miminho :)






Ingredientes:


2 chávenas e meia de farinha de trigo
2 chávenas de açúcar
1/2 chávena de óleo vegetal
1 colher (sopa) de fermento em pó
2 colheres (sopa) de cacau em pó
Essência de baunilha a gosto (opcional)
Água suficiente para deixar a massa homogénea


Cobertura:

1 colher (sopa) de cacau em pó
1 colher (sopa) de creme vegetal
2 colheres (sopa) de açúcar
1 colher (sopa) de amido de milho dissolvido em 1/2 chávena de água

*se quiser mais calda, aumente a quantidade de água









Modo de preparação:

Bata todos os ingredientes. Pode bater à mão ou com a varinha mágica, eu pessoalmente gosto de bater a massa à mão. Depois de ter batido bem todos os ingredientes, unte uma forma com manteiga e polvilhe com farinha. Leve ao forno a 180º durante 15 minutos. Fure o bolo com um pauzinho para ver se está cozinhado, se a massa ficar agarrada ao pauzinho, deixe cozinhar mais 5 minutos. Enquanto o bolo cresce aproveite para fazer a cobertura. Coloque o creme vegetal, o cacau e o açúcar numa panela pequena. Junte o amido de milho dissolvido na agua e vá mexendo bem até descolar do fundo da panela. O amido de milho serve para engrossar a cobertura, se achar necessário dissolva mais amido na água fria para não fria grumos e coloque na cobertura que está ao lume. deixe arrefecer um pouco e depois coloque por cima do bolo. Pode enfeitar como preferir, com fruta, granulado de chocolate ou sortido, pérolas doces ou coco ralado.

Eu pessoalmente reduzi um pouco a quantidade de açúcar para não ficar muito enjoativo, mas para os mais gulosos está muito bom.

Podem também substituir o chocolate por farinha de alfarroba.



Bom apetite! ;)



Ver também:





quarta-feira, 13 de maio de 2015

Butão - Do país mais feliz do mundo ao país mais orgânico do mundo











O Butão (Terra do dragão), oficialmente o Reino do Butão, é um país interior localizado no sul da Ásia, no extremo leste dos Himalais. 
Este pequeno reino, de apenas 750 mil habitantes é considerado o país mais feliz do mundo. Depois de substituir o Índice de Desenvolvimento Humano (o famoso IDH), pelo Índice de Felicidade Interna (FIB), passando a privilegiar a felicidade de seus habitantes, este país asiático volta a surpreender-nos pela positiva, pois poderá vir a ser o primeiro país do mundo a permitir somente agricultura orgânica.







Esta decisão será posta em prática a partir de 2020, quando todos os alimentos produzidos no país deverão ser provenientes de práticas de agricultura biológica. 
Grande parte das plantações do país já são orgânicas, graças aos altos custos dos produtos artificiais na região.
A iniciativa, que  proíbe o uso de pesticidas e agrotóxicos químicos, foi do ministro da agricultura Pema Gyamtsho, que ainda declarou que o país pretende exportar alimentos naturais para China, Índia e outros países vizinhos.



A Agricultura Biológica é o termo frequentemente usado para designar um dos sistemas  que visa a produção de alimentos saudáveis e fibras têxteis de elevada qualidade, ao mesmo tempo que promove práticas sustentáveis e de impacto positivo no ecossistema agrícola, não permitindo o uso de produtos químicos sintéticos, tais como fertilizantes químicos e agrotóxicos que deixam resíduos químicos nos alimentos, nem organismos geneticamente modificados, seguindo os princípios da agricultura sustentável. Procurando assim, através do uso adequado de métodos preventivos e culturais, tais como as rotações de culturas, os adubos verdes, a compostagem, as consociações e a instalação de sebes vivas, entre outros, fomentar a melhoria da fertilidade do solo e a biodiversidade.



Bem que todos os países podiam seguir este exemplo e transformar o nosso mundo num mundo mais orgânico.











Chia: A semente que ajuda a emagrecer





A Salvia hispanica L., mais conhecida como Chia, é uma planta herbácia da familia das lamiáceas, da qual também fazem parte o linho e a sálvia.


Originária do México, suas sementes já eram utilizadas como alimento pelos povos das civilizações da América Central há muitos séculos. a importância do consumo desta semente tem sido reforçada por especialistas em nutrição humana, uma vez que contém ácidos gordos polinsaturados essenciais, fibras, proteínas e outros nutrientes. Mas a fama notória desta semente foi conquistada graças aos seu poder adelgaçante. Ao consumi-la, para além de regular o colesterol irá fortalecer o seu sistema imunitário.








Semente de chia - Por 25 g (uma porção)
Calorias122 kcal
Carboidratos10,53 g
Proteínas4,14 g
Gorduras7,69 g
Gorduras saturadas0,833 g
Gorduras monoinsaturadas0,577 g
Gorduras poli-insaturadas5,917 g
Fibras8,6 g
Cálcio158 mg
Fósforo215 mg
Magnésio84 mg
Potássio                                                   112 mg
Ferro1,93 mg
Zinco1,15 mg
Vitamina A14 UI
Vitamina B1 (Tiamina)0,155 mg
Vitamina B2 (Riboflavina)0,043 mg
Vitamina B3 (Niacina)2,208 mg
Tabela do departamento de Agricultura dos Estados Unidos





As sementes de chia podem ser facilmente consumidas em sopas, saladas, sumos, entre muitas outras receitas. Ela contem alto teor de ácidos gordos polinsaturados essenciais, tipos de gordura considerados benéficos para o organismo, sendo rica em ácido gordo alfa-limolénico, também conhecido como omega 3.












Percentagem de Valor Diário* de alguns nutrientes das sementes de chia:



  • 32% de magnésio
  • 16% de zinco
  • 15% de cálcio
  • 13% do ferro
  • 13% de vitamina B3 (niacina)
  • 12% de vitamina B1 (tiamina)
  • 3% de vitamina B2 (riboflavina)

*Valores de referência para adultos com base numa dieta de 2.000 kcal ou 8.400 kj. Seus valores diários podem ser maiores ou menores dependendo de suas necessidades energéticas.




Benefícios da chia:

  

  - Ajuda a emagrecer

  - Previne e controla o diabetes

  - doenças cardiovasculares  

  - Regula o colesterol

  - Efeito desintoxicante

  - Fonte de cálcio

  - Protege o cérebro

  - Pele e cabelos mais bonitos

  - Efeito anticelulite

  - Fortalece a imunidade

  - Boa fonte de ferro






Mousse de Chia




Ingredientes:

3 colheres de sementes de chia
1 chavena de bebida vegetal
1 banana
1 colher de sopa de cacau
2 colheres de sopa de agave, açucar mascavado ou melaço
canela
chocolate negro








Hidratar 3 colheres de sopa de sementes de chia numa chavena de bebida vegetal ( aveia, soja, amendoa, avelã, arroz, etc ) e deixar hidratar durante 15 minutos. No liquificador juntar ao preparado anterior uma banana, 1 colher de sopa de cacau, 2 colheres de sopa de xarope de agave* e canela a gosto. Triturar tudo até obter um creme homogéneo. Levar ao frigorífico e servir com raspas de chocolate negro.

no meu caso substitui o agave por melaço, é rico em ferro e muito saboroso.






Pudim de Chia com frutos vermelhos




Ingredientes:

1/2 copo de Sementes de Chia
2 copos de Leite vegetal
2 colheres de chá de extracto de baunilha
Doce de frutos vermelhos
frutos vermelhos frescos
1 colher de sopa de xarope de agave, açucar mascavado ou melaço (opcional )






Juntar o leite vegetal, o xarope de agave, o extracto de baunilha, e as sementes de chia num recipiente e mexer bem. Deixar repousar durante 1 hora e voltar a mexer. Repetir passado 1 hora e deixar repousar mais 6 horas no frigorifico.
Servir em copos individuais com doce de frutos silvestres na base e o preparado por cima. Colocar alguns frutos frescos no topo e servir.



Bom apetite :)

segunda-feira, 11 de maio de 2015

Saiba o que é o especísmo e como ele se manifesta no nosso dia-a-dia


" Os animais do mundo existem para seus próprios propósitos. Não foram feitos para os seres humanos, do mesmo modo que os negros não foram feitos para os brancos, nem as mulheres para os homens. "

(Alice Walker)





Especismo  (Espécie + ismo) é o ponto de vista de que uma espécie, neste caso a humana, tem todo o direito de explorar, escravizar e matar as demais espécies por serem elas inferiores. É a atribuição de valores ou direitos diferentes a seres dependendo da sua afiliação a determinada espécie. O termo foi cunhado e é usado principalmente por defensores dos direitos animais para se referir à discriminação que envolve atribuir a animais sencientes diferentes valores e direitos baseados na sua espécie, nomeadamente quanto ao direito de propriedade ou posse.
O especista acredita que a vida de um membro da espécie humana, pelo simples facto do individuo pertencer à espécie humana, tem mais peso e mais importância,do que a vida de qualquer outro ser. Os factores biológicos que determinam a linha divisória de nossa espécie teriam um valor moral - nossa vida valeria "mais" que a de qualquer outra espécie.
De modo similar ao sexismo e ao racismo, a discriminação especista pressupõe que os interesses de um indivíduo são de menor importância pelo mero facto de se pertencer a uma determinada espécie. De acordo com a igual consideração de interesses, sua semelhança implica deverem ser respeitados independentemente da espécie considerada. Inflingir dor a um animal sem se preocupar com isso é ignorar o príncípio básico da igualdade, que parte da premissão da igual consideração de interesses.

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Especismo)

Aprofundemos então um pouco mais sobre a Espécie Humana.

                  

Resumindo e para esclarecer algumas duvidas ainda existentes, o ser humano pertence ao reino animal, à classe dos mamiferos e ordem dos primatas, sendo a única espécie animal de primata bípede do género homo ainda viva.
Segundo a IUCN ( União Nacional de Conservação da Natureza ) o estado de consevação desta espécie é considerado pouco preocupante. ( http://www.iucnredlist.org/details/136584/0 )

A maior parte dos humanos são especistas em relação aos restantes animais, considerando-os seres inferiores sem qualquer tipo de direitos.

Citando as palavras do psicologo britânico Richard D. Ryder, primeira pessoa a usar esta denominação num panfleto em 1970, "Eu uso a palavra especismo para descrever a descriminação habitual que é praticada pelo homem contra outras espécies (...) Especismo e racismo ignoram ou subestimam as semelhanças entre o discriminador e aqueles que são discriminados."

Podemos encontrar dois tipos de especistas. O elitista, que é preconceituoso para com todas as espécies não humanas. Este tem uma ligação bastante próxima com o antropocentrismo ( Homem no centro do universo). A outra forma de especismo é aquela que escolhe alguma(s) espécie(s) em particular como alvo da discriminação. Por exemplo, algumas pessoas podem achar  que não se deve em momento algum tirar a vida a um cão ou gato, mas por outro lado ignoram a vida de uma vaca, porco ou galinha, alimentando-se deles. Alguns especistas são capazes inclusive de matar insectos simplesmente por estarem diante de algum.



Os defensores do especismo alegam que os animais existem para que humanos possam fazer uso deles, seja para alimentação, entretenimento ou outros. Isto levou a que a maioria dos humanos, desde o Império Romano, tanto por principios cientificos como religiosos considerasse os animais não humanos como meras propriedades, dispondo deles como quisessem, desde tortura por curiosidade sádica, uso de suas peles ou até mesmo para mera diversão.
Esta condição especial transmitiria aos humanos direitos especiais, como o direito à vida e também responsabilidades únicas, como o cuidado e a manutenção do meio ambiente. No entanto esta ultima não se verifica.

É de salientar o impacto ecológico negativo que o especismo tem produzido devido à alteração dos ecossistemas das espécies discriminadas, como meio de aumentar a produção destas, ou a grande quantidade de contaminadores produzidos pela massificação de animais. 
Não podemos esquecer ainda o impacto ambiental negativo da produção de cereais ( nomeadamente soja ), em ecossistemas de relevância mundial, para produção de ração animal. 

Se analisarmos a evolução da produção animal esta tem vindo a transformar-se em cada vez mais intensiva, fruto do consumismo desenfreado, chegando mesmo a denominar-se de superintensiva, onde as condições miseráveis dos animais não humanos são muito idênticas as condições dos humanos no holocausto nazi.


Todos os animais humanos e não humanos têm direitos, direitos esses que variam de espécie para espécie, assim como de adulto para criança. Todos partilhamos o mesmo mundo, nascemos para viver experiências, sentir amor e ser feliz. É importante respeitarmos o próximo, seja ele o vizinho do lado, o carteiro, um cão, uma vaca ou um porco. 

Deixo-vos um video em espanhol onde explica os direitos dos animais de uma forma simples e clara.