segunda-feira, 11 de maio de 2015

Saiba o que é o especísmo e como ele se manifesta no nosso dia-a-dia


" Os animais do mundo existem para seus próprios propósitos. Não foram feitos para os seres humanos, do mesmo modo que os negros não foram feitos para os brancos, nem as mulheres para os homens. "

(Alice Walker)





Especismo  (Espécie + ismo) é o ponto de vista de que uma espécie, neste caso a humana, tem todo o direito de explorar, escravizar e matar as demais espécies por serem elas inferiores. É a atribuição de valores ou direitos diferentes a seres dependendo da sua afiliação a determinada espécie. O termo foi cunhado e é usado principalmente por defensores dos direitos animais para se referir à discriminação que envolve atribuir a animais sencientes diferentes valores e direitos baseados na sua espécie, nomeadamente quanto ao direito de propriedade ou posse.
O especista acredita que a vida de um membro da espécie humana, pelo simples facto do individuo pertencer à espécie humana, tem mais peso e mais importância,do que a vida de qualquer outro ser. Os factores biológicos que determinam a linha divisória de nossa espécie teriam um valor moral - nossa vida valeria "mais" que a de qualquer outra espécie.
De modo similar ao sexismo e ao racismo, a discriminação especista pressupõe que os interesses de um indivíduo são de menor importância pelo mero facto de se pertencer a uma determinada espécie. De acordo com a igual consideração de interesses, sua semelhança implica deverem ser respeitados independentemente da espécie considerada. Inflingir dor a um animal sem se preocupar com isso é ignorar o príncípio básico da igualdade, que parte da premissão da igual consideração de interesses.

(http://pt.wikipedia.org/wiki/Especismo)

Aprofundemos então um pouco mais sobre a Espécie Humana.

                  

Resumindo e para esclarecer algumas duvidas ainda existentes, o ser humano pertence ao reino animal, à classe dos mamiferos e ordem dos primatas, sendo a única espécie animal de primata bípede do género homo ainda viva.
Segundo a IUCN ( União Nacional de Conservação da Natureza ) o estado de consevação desta espécie é considerado pouco preocupante. ( http://www.iucnredlist.org/details/136584/0 )

A maior parte dos humanos são especistas em relação aos restantes animais, considerando-os seres inferiores sem qualquer tipo de direitos.

Citando as palavras do psicologo britânico Richard D. Ryder, primeira pessoa a usar esta denominação num panfleto em 1970, "Eu uso a palavra especismo para descrever a descriminação habitual que é praticada pelo homem contra outras espécies (...) Especismo e racismo ignoram ou subestimam as semelhanças entre o discriminador e aqueles que são discriminados."

Podemos encontrar dois tipos de especistas. O elitista, que é preconceituoso para com todas as espécies não humanas. Este tem uma ligação bastante próxima com o antropocentrismo ( Homem no centro do universo). A outra forma de especismo é aquela que escolhe alguma(s) espécie(s) em particular como alvo da discriminação. Por exemplo, algumas pessoas podem achar  que não se deve em momento algum tirar a vida a um cão ou gato, mas por outro lado ignoram a vida de uma vaca, porco ou galinha, alimentando-se deles. Alguns especistas são capazes inclusive de matar insectos simplesmente por estarem diante de algum.



Os defensores do especismo alegam que os animais existem para que humanos possam fazer uso deles, seja para alimentação, entretenimento ou outros. Isto levou a que a maioria dos humanos, desde o Império Romano, tanto por principios cientificos como religiosos considerasse os animais não humanos como meras propriedades, dispondo deles como quisessem, desde tortura por curiosidade sádica, uso de suas peles ou até mesmo para mera diversão.
Esta condição especial transmitiria aos humanos direitos especiais, como o direito à vida e também responsabilidades únicas, como o cuidado e a manutenção do meio ambiente. No entanto esta ultima não se verifica.

É de salientar o impacto ecológico negativo que o especismo tem produzido devido à alteração dos ecossistemas das espécies discriminadas, como meio de aumentar a produção destas, ou a grande quantidade de contaminadores produzidos pela massificação de animais. 
Não podemos esquecer ainda o impacto ambiental negativo da produção de cereais ( nomeadamente soja ), em ecossistemas de relevância mundial, para produção de ração animal. 

Se analisarmos a evolução da produção animal esta tem vindo a transformar-se em cada vez mais intensiva, fruto do consumismo desenfreado, chegando mesmo a denominar-se de superintensiva, onde as condições miseráveis dos animais não humanos são muito idênticas as condições dos humanos no holocausto nazi.


Todos os animais humanos e não humanos têm direitos, direitos esses que variam de espécie para espécie, assim como de adulto para criança. Todos partilhamos o mesmo mundo, nascemos para viver experiências, sentir amor e ser feliz. É importante respeitarmos o próximo, seja ele o vizinho do lado, o carteiro, um cão, uma vaca ou um porco. 

Deixo-vos um video em espanhol onde explica os direitos dos animais de uma forma simples e clara.







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